Sobre o autor.

Cristiano Alves é Consultor em Linux, Analista de TI (Infraestrutura), Administrador de Redes, e Instrutor de treinamentos em Linux, com experiência em Linux como suporte, ministrando treinamentos, implantação e auditoria em data center desde 1997. Trabalhou, em 2005, na Season Consultoria e Treinamentos em Informática, onde era como monitor, ministrou, em 2006, treinamentos no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - São José dos Campos, SP). Entre 2007 e 2008 participou como voluntário de obra cristã social denominada Escola Cristã, onde realizou uma inclusão digital com a filosofia do software livre. Até junho de 2015 atuou como Analista de Infraestrutura no UOL, junto ao time de Engenharia de Data center.


domingo, 10 de junho de 2012

Índice


ÍNDICE CRONOLÓGICO


  1. LVM - Gerenciamento 
  2. LVM - Gerenciamento e Permissões 
  3. Configuração da Máquina VIrtual (FreeBSD) 
  4. Instalação do FreeBSD 

  • Xen Hypervisor - Slackware
  1. Compilação, instalação e configuração de um kernel compatível com o Xen
  2. Instalação e configuração do Xen Hypervisor com network bridge
  3. Slackware 13x dom0 e Solaris 11 domU

terça-feira, 5 de junho de 2012

Certificações Red Hat Enterprise Linux - Instalando via FTP

       Na postagem anterior foi instalado e configurado um servidor FTP, sendo feito o redimensionamento necessário no volume lógico usado para armazenamento do repositório de instalação, assim como foram aplicados os contextos do SELinux aos arquivos do repositório para que o mesmo funcione o tanto como esperado no servidor FTP.


       Esta parte da série baseada nas baseada nas certificações do Red Hat Enterprise Linux abordará uma instalação do Scientific Linux através do servidor FTP configurado anteriormente.

       Para este método de instalação do sistema, será necessário ter disponível o CD somente de boot, o qual disponibilizarei a seguir, o qual pode ser adquirido através do link que segue:


       Como a instalação do sistema é o tanto quanto intuitiva (em forma de wizard), basta seguir as opções apontadas nas telas seguintes, e as explanações sobre a instalação serão feitas somente quando necessárias.


Apresentação - Para ampliar, clique sobre a figura.

Carregando o CD - Para ampliar, clique sobre a figura.
Testar a mídia de instalação - Para ampliar, clique sobre a figura.
Escolher o idioma - Para ampliar, clique sobre a figura.
Layout do teclado - Para ampliar, clique sobre a figura.
Para ampliar, clique sobre a figura.
       Escolher o método de instalação via URL, conforme mostra a figura acima, para que possamos apontar a URL do nosso servidor FTP configurado anteriormente.

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Como a solução não usará ainda TCP/IP versão 6, convém desabilita-lo, como apontado na figura acima, e na sessão IPv4, foi usado IP dinâmico, pois está habilitado um servidor DHCP na máquina onde foi configurada o servidor FTP. Ok para prosseguir...

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conforme vemos na figura acima, foi apontada a URL do nosso servidor FTP, a qual é composta pelo endereço IP do mesmo (10.0.2.15), seguido do caminho onde encontra-se o repositório de instalação (/pub/inst). Ok para prosseguir...

Para ampliar, clique sobre a figura.
       E inicia-se a instalação propriamente dita. Caso retorne algum erro nesta etapa, verifique se a porta 21 (FTP) do servidor está bloqueada e reinicie a instalação.

Instalação GUI - Para ampliar, clique sobre a figura.
Tipo de dispositivos de armazenamento que a instalação envolve - Para ampliar, clique sobre a figura.
Nome para o computador - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Hostname: tester1.example.intranet

Fuso-horário - Para ampliar, clique sobre a figura.
Senha para o super-usuário (root) - Para ampliar, clique sobre a figura.
Layout de particionamento - Para ampliar, clique sobre a figura.
Disk druid (Particionador Padrão RHEL) - Para ampliar, clique sobre a figura.
Adicionar partição.
       Após clicar em "Create", e apresentada a tela acima, para adicionar uma nova partição, onde foi escolhido para ser criado um novo volume físico (LVM), o qual preencherá o tamanho máximo permitido...

Crias espaço para armazenamento.
       ... Ao pressionar Ok na tela anterior, é exibida uma outra, qual nos dá três tipos de espaços para armazenamento, onde foi escolhido que será criado um grupo de volumes LVM...

Criar grupo de volumes LVM.
       ... Ao pressionar Ok na tela anterior, é exibida agora a tela onde é nomeado o grupo de volumes (vg_tester1), onde é mostrado também os volumes físicos que formarão o mesmo, e por ultimo, a sessão onde podemos adicionar, editar, e apagar os volumes lógicos dentro do dado grupo de volumes.

Criar volume lógico.
       Ao clicar no botão adicionar, é exibida a tela para criar volumes lógicos, onde foi criado o volume lógico destinado a servir como a partição raiz do sistema, qual foi configurado conforme mostra a figura acima.

Volume lógico criado.
       Ao clicar em Ok, é retornada a tela anterior com o volume lógico criado. Na mesma tela são exibidos também os dados do uso do volume lógico vg_tester1 conforme apontado na figura acima.

       Com os mesmos procedimentos, foram criados também os volumes lógicos, quais servirão como espaço de troca (swap), e como partição /home. A figura que segue mostra como foi alocado o grupo de volumes integralmente.

Alocação do grupo de volumes vg_tester1.
Alocação da partição sda1. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       ... E ao clicar em ok, é retornada para a tela de criação de partições, onde temos a visão geral da alocação de toda a partição sda1
       
Alocação da partição sda1. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Ao pressionar em Next na tela anterior, é exibida, conforme mostra na figura acima, uma mensagem dizendo que não é permitido que um volume lógico seja uma partição inicializável (boot). Ok...

Recriando a tabela de particionamento - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Assim, foi pressionado o botão "Reset", e em seguida é apresentado o diálogo perguntando se estamos certos de querermos retornar a tabela de partições ao seu estado original. "Yes"...

Criando partição raiz.
       ... E foi criada a partição raiz comum, conforme mostrada na figura acima.

       Com o restante do espaço disponível, foi criada mais uma vez o volume físico em sda1 e o grupo de volumes lógicos vg_tester1, onde foram criados os volumes lógicos que funcionarão como o espaço de troca (swap), e partição /home.
       Desta forma, a tabela de particionamento ficou conforme mostra a figura que segue:

Tabela de particionamento recriada. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Obs.: No RHEL e "rebuilds" não é possível que partições inicializáveis, como a raiz, ou quando separamos uma partição /boot sejam alocadas em volumes lógicos, o que não acontece em outras distribuições como Slackware, e Debian.

Carregador do Sistema (Instalando o GRUB). - Para ampliar, clique sobre a figura.
Tipo de Instalação do sistema. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conforme vemos na figura acima, foi usada o tipo de instalação para um servidor básico (Basic Server). Ao clicar em modificar repositório (Modify repository), é constatado exatamente que o endereço do nosso repositório FTP, qual foi configurado anteriormente, esta sendo usado. "Cancel".

Personalizar pacotes a serem instalados. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       Com selecionamos para personalizar os softwares a serem instalados, independente do tipo da instalação escolhido anteriormente, foi apresentada a tela acima, porém não foi escolhido nenhum outro software a ser instalado além dos que estão presentes no grupo de pacotes "Basic Server". 

Checagem de dependências. - Para ampliar, clique sobre a figura.
Instalando. - Para ampliar, clique sobre a figura.
Instalação Completa. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       "Reboot"...

Servidos Básico Rodando. - Para ampliar, clique sobre a figura.
       O tipo de instalação "Basic Server" não executa o "Firstboot", pois não instala o Xorg por padrão.




       Prosseguiremos com esta série de postagens baseadas no RHCSA/ RHCE. Permaneçam atentos às novas postagens.

          Tudo, até aqui.

          Saudações a todos.





Referências.:




RHCSA/RHCE Red Hat Linux Certification Study Guide (Exams EX200 & EX300), 6th Edition (Certification Press) by Michael Jang



terça-feira, 22 de maio de 2012

Certificações Red Hat Enterprise Linux - vsFTP

       Na postagem anterior iniciamos uma série baseada nas certificações do Red Hat Enterprise Linux (RHCSA e RHCE), onde foram abordados os procedimentos para criação de um volume lógico, qual foi formatado sobre o sistema de arquivos xfs e servirá como espaço de armazenamento para um repositório de instalação do Scientifc Linux (uma das "rebuilds" do RHEL). Foi criado também um breve script de shell que montará as imagens iso dos DVD's de instalação do mesmo sistema.


       Esta segunda parte da série dará mais ênfase a a instalação e a configuração do vsFTP, assim como o comportamento do mesmo dentro do contexto do SELinux.


O servidor FTP.
Para ampliar, clique sobre a figura.
       Iniciamos com a instalação do vsftpd usando o yum, conforme vemos na figura acima...


Para ampliar, clique sobre a figura.
       Para quem está acostumado com o Debian, onde ao terminar de instalar um servidor através do apt-get o mesmo já é automaticamente inicializado, e habilitado nos níveis de execução de inicialização do sistema, deparar-se-á com algumas diferenças no Red Hat e em seus "rebuilds". Para habilitar o serviço nos níveis de execução 2, 3, 4, 5, usa-se o comando chkconfig, conforme sintaxe na figura acima. A primeira inicialização do serviço deve ser feita manualmente, apos habilitado o serviço nos níveis de execução, conforme vemos acima, a cada inicialização do sistema o serviço inicializará automaticamente.


       Para verificar se o serviço está funcionando propriamente, foi usado um cliente ftp modo texto chamado lftp conectado ao próprio loopback da máquina. Apos conectado, foi usado o comando para listar os diretórios, onde encontramos apenas o diretório padrão pub, o qual foi criado pela instalação do vsftp. O diretório pub encontra-se, na verdade, no dado diretório home do usuário ftp, o qual é criado como usuário padrão do serviço para anonymous connections. O caminho do diretório home é /var/ftp/pub

       Após instalado o vsFTP, são criadas as suas principais estruturas de diretórios, incluindo o seu principal arquivo de configuração, qual encontra-se em /etc/vsftpd/vsftpd.conf.


[root@server1 ~]# vi /etc/vsftpd/vsftpd.conf

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Os objetivos do RHCE sugerem uma configuração para download "anonymous only", desta forma, foi necessário configurar as opções anonymous_enable como YES, e local_enable como NO, conforme vemos na figura acima.

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conforme esta outra figura, foi criado em /var/ftp/pub o diretório inst/ onde ficará armazenado o repositório de instalação do SL. Verificando-se que as imagens iso dos DVD's de instalação do sistema estão devidamente montadas, foi copiado o conteúdo do primeiro DVD para o /var/ftp/pub/inst. Ao executar o comando mount, foi verificada já de imediato uma situação problema. Os dois DVD's de instalação do sistema ultrapassam os 5 Gb disponibilizados no nosso volume lógico "iso", e ambos precisam estar dentro de /var/ftp/pub/inst.


       - E agora? O que fazer?

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Um recuso muito útil em LVM é a possibilidade de poder adicionar mais discos físicos a um grupo de volumes lógicos, assim como redimensionar um volume lógico usando o espaço adicionar disponibilizado após estendermos um dado grupo de volumes, acrescentando mais volumes físicos. Conforme mostra a figura acima, foi estendido o grupo de volumes lógicos "instserver", sendo acrescentado a ele o volume físico /dev/sdc1, e em seguida foi visualizado o grupo já disponibilizando o espaço adicional de 5 Gb.

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conforme mostra a figura acima, foi estendido o volume lógico "iso", sendo acrescentado a ele mais 2 Gb, porém ao fazer a verificação para saber se o novo tamanho estaria vigorando, foi constatado que o volume lógico permaneceu com os mesmos 5 Gb.

       - O que será que faltou ser feito?
Para ampliar, clique sobre a figura.
       Um volume lógico redimensionado não significa que o sistema de arquivos sob o qual o mesmo foi formatado é ao mesmo redimensionado. Portanto, a depender do sistema de arquivos usado, é necessário usar a sua ferramenta própria para faze-lo. Como o volume lógico "iso" foi formatado sob o sistema de arquivos "xfs", a ferramenta utilizada para expandi-lo é xfs_growfs, e a sintaxe correta é a seguinte:


       #xfs_growfs /ponto/de/montagem.


       Portanto, para redimensionar um volume lógico formatado sob o sistema de arquivos xfs, o mesmo deve estar devidamente montado.


       Verificando-se, depois de realizar os procedimentos descritos acima, que o novo tamanho do volume lógico passou a vigorar, foi possível, assim, copiar o segundo DVD de instalação do SL.


       Voltando ao servidor FTP...


Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conectando mais uma vez através do cliente lftp e usado mais uma vez o comando para listar os diretórios, após entrar no diretório pub, e listar o seu conteúdo, não apareceu ainda o diretório inst/, qual criamos aqui nesta postagem.
       Como o SELinux é habilitado por padrão no RHEL e suas "rebuilds", é necessário aplicar os contextos SELinux apropriados para o novo directório, no caso, o inst/, o que foi feito com o comando chcon. O parâmetro -t public_content_t é requerido justamente para compartilhamento de arquivos via FTP. 


Para ampliar, clique sobre a figura.
       Após a mudança no contexto de segurança do diretório inst/, é necessário reiniciar o serviço para que as mudanças sejam aplicadas também no servidor, e o vsFTP funcione o conforme esperado. Conforme mostra a figura acima, ocorreu a falha 500 na retomada da conexão pelo serviço, bastando acessar outra vez o arquivo /etc/vsftpd/vsftpd.conf e fazer as correções necessárias.
       Finalmente,  conectando mais uma vez através do cliente lftp e listando os diretórios, verificou-se a presença do diretório inst/ com todo o conteúdo de instalação do SL previamente copiado.


       Prosseguiremos com esta série de postagens baseadas no RHCSA/ RHCE. Permaneçam atentos às novas postagens.



       Tudo, até aqui.

          Saudações a todos.

Referências.:




RHCSA/RHCE Red Hat Linux Certification Study Guide (Exams EX200 & EX300), 6th Edition (Certification Press) by Michael Jang





Certificações Red Hat Enterprise Linux - Preparando o ambiente.

       Na postagem anterior abordamos sobre a instalação do OpenSolaris 2009.06 domU e Debian Squeeze dom0 e e o mesmo foi concluído dizendo que prosseguiria-se com mais postagens sobre tuning e troubleshooting em Linux e Unix mas, devido aos últimos acontecimentos na minha trajetória profissional, serão pausadas as postagens sobre Linux e Unix. Em momento oportuno será retornada a série de postagens sobre Linux e Unix inseridos em ambiente de virtualização Xen.


       Esta postagem abrirá uma série direcionada para o RHCSA/ RHCE. Devido a alguma burocracia para obter uma "trial" da versão mais atual do Red Hat Enterprise Linux, as exposições aqui serão baseadas no Scientific Linux, que é uma das "rebuilds" do RHEL.


       O Scientific Linux é uma distribuição desenvolvida por experts da Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory), um centro de pesquisas especializado em física de particulas de alta energia em Batavia, Ilinois, nos Estados Unidos e a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN).


       Serão disponibilizados abaixo as imagens ISO dos DVD's contendo a versão mais atual da distribuição (6.2) nos links que seguem:

       Esta série de postagens será aberta mostrando a configuração de um servidor FTP, qual servirá como repositório para instalação do Scientific Linux.


       Antes de fazer as exposições práticas, vale colocar aqui algumas considerações:


  • O armazenamento do servidor FTP será disponibilizado sobre um volume lógico;
  • Será configurado um serviço do sistema responsável por montar as imagens ISO do Scientific Linux, pois não é possível monta-las em tempo de inicialização através do /etc/fstab;
  • Será necessário aplicar os contextos SELinux apropriados para o diretório, onde ficarão armazenados os arquivos de instalação do SL via FTP;
  • O diretório de instalação do SL será o ponto de montagem do volume lógico comentado no ponto anterior, formatado sob o sistema de arquivos xfs.




Configurando o armazenamento para o repositório de instalação do sistema usando LVM.

       Iniciando...


Para ampliar, clique sobre a figura.

          Ao consultar os discos e partições presentes no sistema, é verificada a presença de 3 discos, /dev/sdb, /dev/sdc, e /dev/sdd, onde dois deles foram previamente formatados como Linux LVM, de forma que as partições geradas ficaram, respectivamente, como /dev/sdb1, e /dev/sdc1, conforme é mostra a figura acima.

Para ampliar, clique sobre a figura.

       Foi criado um primeiro volume lógico, conforma a figura acima, conforme os procedimentos que seguem:

  • Foi criado o volume físico sobre o disco /dev/sdb particionado;
  • Foi criado um grupo de volumes lógico nomeado "instserver";
  • Dentro do grupo "instserver" foi criado um volume lógico nomeado "iso", o qual usou todo o espaço de armazenamento disponível no mesmo, a saber, 5 Gb. 
       Obs.: Para um melhor aproveitamento do espaço disponível no grupo de volumes lógicos, ao invés de atribuir o tamanho em gigabytes, foi atribuído o tamanho em "extents".

Para ampliar, clique sobre a figura.

       Verificando-se a existência do dispositivo /dev/instserver/iso referente ao volume lógico criado, foi feita a formatação do mesmo com o sistema de arquivos xfs. E ainda conforme mostra a figura acima, foi criado o ponto de montagem, qual será usado para nosso repositório /var/ftp.

       Feito isto, já é possível adicionar a linha abaixo para que o volume lógico seja montado já em tempo de inicialização do sistema:

/dev/instserver/iso /var/ftp xfs defaults 1 2

Para ampliar, clique sobre a figura.

       Sendo montado manualmente o nosso volume lógico, foi verificado, conforme a figura acima, o mesmo devidamente montado, e exibindo justamente os 5 Gb de espaço de armazenamento disponíveis.





Montando as imagens ISO dos DVD's de instalação do sistema.

       Agora será criado o script padrão Red Hat, qual montara as imagens ISO do SL também em tempo de inicialização:

[root@server1 ~]# vi /etc/init.d/isomount

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Sem esquecer de criar os pontos de montagens para as imagens ISO conforme indicados no script acima:
[root@server1 ~]# mkdir /uolbr_inst/DVD1

[root@server1 ~]# mkdir /uolbr_inst/DVD2

Para ampliar, clique sobre a figura.
       Conforme a figura acima, foi iniciado o serviço recém criado, montando as duas imagens ISO dos DVD's de instalação do SL 6.2. Em seguida, foi habilitado o script para ser inicializável pelo sistema, deixando o nosso ambiente de armazenamento pronto para a instalação do servidor FTP.


       Prosseguiremos com esta série de postagens baseadas no RHCSA/ RHCE, abordando sobre a instalação e a configuração do vsftp, assim como o comportamento do mesmo dentro do contexto do SELinux.


       Tudo, até aqui.

          Saudações a todos.



Referências.:




RHCSA/RHCE Red Hat Linux Certification Study Guide (Exams EX200 & EX300), 6th Edition (Certification Press) by Michael Jang



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OpenSolaris 2009.06 domU e Debian Squeeze dom0

Na postagem anterior  abordamos sobre a instalação do Oracle Solaris 11 (domU) no Debian Squeeze (dom0) e verificou-se a inviabilidade de prosseguir com a instalação do mesmo, porque o processador usado para a solução não possui a flag vtx, permitindo a instalação de sistemas convidados somente de 32 bits. A versão mais atual do sistema da Oracle é somente de 64 bits.

Será abordada nesta postagem a instalação do OpenSolaris 2009.06 (domU) no Debian Squeeze (dom0). A imagem iso do disco de instalação do sistema operacional está disponível para download aqui.

Antes de seguir com a instalação, levaremos em conta algumas considerações e pre-requisitos importantes:
  • A placa de rede virtual do OpenSolaris domU será anexada à bridge xenbr0;
  • A rede local é gerenciada por um servidor DHCP, qual deverá fornecer ao OpenSolaris domU o endereço IP, os endereços do gateway e os do servidor DNS;
  • O OpenSolaris irá residir dentro do volume lógico outrora destinado a instalação do Oracle Solaris 11 (vide postagem anterior).

Troubleshooting da rede no ambiente de virtualização.

Como a interface de rede padrão utilizada pelo ambiente do Xen é ethX (no caso aqui eth0), e a virtualização aqui está sendo implementada em rede wi-fi, onde o modulo da interface é wlan0, será necessário instalar e configurar um módulo de interface de rede fictícia, a qual é denominada Linux dummy-network interface.

Veremos os procedimentos...

root@oranje:~# pico /etc/network/interfaces

Para ampliar, clique sobre a figura.
No arquivo de configuração das interfaces de rede do Debian, foram acrescentadas as linhas permitindo que as interfaces eth0 e a wlan0 sejam detectadas automaticamente, e depois as linhas de configuração da dummy0, qual será utilizada para a network-bridge entre domU e dom0. É recomendável verificar se os itens bridge e netdev estão configurados corretamente na sessão network-bridge do Xen em /etc/xen/xend-config.sxp.


root@oranje:~# pico /etc/modules

Para ampliar, clique sobre a figura.
Conforme mostra a figura acima, foi acrescentada a linha para que o modulo do dummy seja carregado em tempo de boot do sistema.


root@oranje:~# pico /etc/network/if-up.d/iptables

Para ampliar, clique sobre a figura.
Foi criado um script, que em resumo, fará o compartilhamento da internet entre a interface wi-fi e a rede da interface fictícia dummy0, e por conseguinte, com a bridge xenbr0. O script inclui as seguintes rotinas:
  1. Cria-se uma variável (gwdev), que é igual a interface de rede presente no roteamento padrão;
  2. É feito um teste (test -z) para verificar se a interface realmente existe;
  3. São apagadas todas as chains (iptables) POSTROUTING da rede em dom0;
  4. E por fim estabelece-se o roteamento NAT (iptables e ip_forward) entre a interface encontrada e o endereço da rede atribuído a dummy0/xenbr0 .
Fechou, salvou as alterações.


Instalando e configurando o servidor dhcp:

root@oranje:~# aptitude install isc-dhcp-server

root@oranje:~# pico /etc/dhcp/dhcpd.conf


Na opção domain-name, é colocado o nome do domínio da rede interna, e na opção domain-name-server, é colocado os endereços DNS fornecidos pela provedor de internet. Caso o dom0 esteja diretamente conectado a internet através de um roteador wireless, os endereços DNS podem ser facilmente obtidos em /etc/resolv.conf.
Continuando...


Nas opções subnet e netmask são colocados, respectivamente, o endereço da rede e a mascara de rede, qual dummy0 faz parte; O range, é a faixa de endereços IP dentro da rede de dummy0 que será fornecida pelo servidor DHCP. Foi colocado ali de 10 a 20; E na opção routers, por conveniência, o nome do sistema anfitrião na nomenclatura do Xen incluso no domínio do servidor DHCP. (dom0.oranje.huis).

Fechou, salvou as alterações. Recomendável também reiniciar o dom0.



Instalação do OpenSolaris domU.

root@oranje:~# pico /home/xvm/solaris/osol09.cfg

Para ampliar, clique sobre a figura.
A figura acima, mostra o conteúdo do arquivo de instalação do OpenSolaris, o qual foi nomeado osol09.cjg.

Layout do teclado - Para ampliar, clique sobre a figura.
Idioma padrão do sistema - Para ampliar, clique sobre a figura.
Vemos na figura acima, que o CD live é carregado apenas em modo texto (livemode=text).

Para ampliar, clique sobre a figura.
Após ter efetuado o login padrão do CD live (User - jack/ Password - jack), foram feitos os seguintes procedimentos:
  • Foi atribuída uma senha ao root (pfexec passwd root);
  • Foi efetuado login como root, por intermédio do usuário padrão jack (su -) - Algo semelhante ao sudo do Linux.

VNC e SSH - Para ampliar, clique sobre a figura.
Na figura acima foram executados os seguintes procedimentos, após efetuado o login como root:
  • Foi listada as interfaces de rede presentes no sistema (diferente do Linux que dispensa o uso da opção -a);
  • São atribuídos, respectivamente, o endereço IP e a mascara de rede para a interface xnf0 (eth0, no Linux);
Obs.: Ainda que tenha um servidor DHCP sendo executado no dom0, foi necessário aqui fixar o endereço IP, mascara e gateway no OpenSolaris domU.


Sendo deixada a sessão super-usuário, retornando ao usuário padrão jack, foram executados os seguintes procedimentos:
  • Foi preparado o servidor VNC, de forma que possibilite serem abertas sessões VNC pelo usuário jack (caso isto seja feito com o usuário root, o ícone da instalação do sistema não irá aparecer na área de trabalho);
  • Foi habilitado também o serviço ssh.


Verificando a comunicação entre domU e dom0.

Para ampliar, clique sobre a figura.
A figura acima mostra um simples escaneamento de portas em domU antes e depois de habilitados os serviços vncserver e ssh no OpenSolaris.

Para ampliar, clique sobre a figura.
A figura acima mostra as principais interfaces do Debian dom0 enquanto domU está em execução.
A bridge xenbr0 apropria-se do MAC Adress e do IP de dummy0, é crida a interface virtual vif4.0, enquanto que a wlan0 permanece como padrão.


E aqui mostra o teste de ping do OpenSolaris domU sobre o IP da interface wlan0 e o da bridge xenbr0, ambos com respostas positivas.

VNC - Para ampliar, clique sobre a figura.
Conectando-se ao servidor VNC de dom0 para domU, é solicitada a senha que foi colocada na sessão do usuário jack no momento em que foi habilitado o serviço (Vide figura intitulada VNC e SSH)

Para ampliar, clique sobre a figura.
E assim, foi possível o acesso ao desktop do CD live do nosso OpenSolaris domU.



A partir daqui, prossegue a instalação do sistema em modo "gui", e seguirão os mesmos procedimentos da instalação em modo texto da postagem anterior, assim, apenas constaram as telas com suas respectivas funções. Para ampliar, basta clicar sobre cada figura.

Clicar no ícone Install OpenSolaris...

Tela de boas vindas ao OpenSolaris.
Particionamento do disco rígido.
Fuso horário, data e hora.
Idioma padrão do sistema (desktop)

Adicionar um usuário padrão.
Sumário das configurações escolhidas na pré-instalação.
Instalando...
Ao terminar o processo mostrado na figura ligeiramente acima, simplesmente mantenha a janela aberta, e não clique de forma alguma no botão Reboot antes de fazer os procedimentos necessários no console do Xen onde está sendo executado o OpenSolaris domU, para depois copiarmos o kernel e o ramdisk do OpenSolaris para a pasta da vm em dom0.


Para ampliar, clique sobre a figura.
Ao listarmos os ambientes de boot do sistema, verificamos que o opensolaris está presente, podém não montado (-), pois o novo instalador o desmonta antes que possamos fazer qualquer procedimento sobre ele, assim, é necessário que o montamos manualmente. Segue explicação do comando utilizado:
  • pfexec - Executa um comando com privilégios adicionais;
  • beadm mount - Monta um ambiente de boot;
  • opensolaris - Nome do ambiente de boot;
  • /a - Ponto de montagem.
Assim, listando mais uma vez os ambientes de boot do sistema, verificamos que o ambiente opensolaris está montado no ponto de montagem /a.


Para ampliar, clique sobre a figura.
E em seguida é necessário atualizar o arquivo de inicialização. O comando bootadm é utilizado para gerenciar a capacidade de boot do sistema operacional. (Ver procedimento na figura acima.)


Para ampliar, clique sobre a figura.
Conforme mostra a figura acima, é criada no Debian dom0 a estrutura de pastas onde ficaram armazenados os arquivos do kernel e do ramdisk do OpenSolaris domU.


Para ampliar, clique sobre a figura.
Conforme mostra a figura acima, a partir do OpenSolaris domU (console do Xen), foram copiados (scp) os arquivos do kernel (unix), e do ramdisk (boot_archive) para as pastas criadas anteriormente no Debian dom0.

Para ampliar, clique sobre a figura.
ZFS é um sistema de arquivos combinado com LVM (Logical Volume Meneger), onde se inclui a integração dos dois conceitos, tendo suporte a verificação da integridade dos dados contra os modos de corrupção, e suporte para altas capacidades de armazenamento. Assim, entende-se cada zpool como uma fatia do disco (slice), ou como um volume lógico.
É necessário, assim, obter o ZFS-ID do ambiente de boot, qual deve ser usado no arquivo de configuração do domU pós instalação e saber também qual a ID do zpool do /ROOT/opensolaris.

Primeiramente, foi obtido o único identificador do rpool:

  • zpool - Comando utilizado para configurar os pools de armazenamento (storage) ZFS;
  • guid - Identificador único do pool;
  • rpool - O pool do root.

Para obter os zpools do rpool, foi usado comando zdb, qual é utilizado, na verdade, como depurador do ZFS, usado com as opções -d, para obter o conjunto de dados de rpool e a opção -e, qual verifica se o pool foi exportado, destruído, ou era altroot (ponto de montagem de uma partição root alternativa, no caso aqui, a partição root era montada no CD live).

Atenção a este detalhe! A ID do zpool de /ROOT/opensolaris aqui é 51. Mas na saída em uma outra instalação poderá vir outra ID! É recomendável guardar bem isto!

Para ampliar, clique sobre a figura.
Caso não queira um login gráfico, é possível desabilitar o gdm.
O svcadm é o comando usado para manipular as instancias de serviços do OpenSolaris.
Semelhante a update-rc.d -f (Linux Debian like), chkconfig (Linux Red Hat like).

Para ampliar, clique sobre a figura.
Agora podemos retornar a tela do VNC e clicar no botão Reboot. Devido aos procedimentos executados anteriormente em modo texto, pode ser que ocorra algum travamento deixando a tela paralisada. Sem problemas! Basta fechar a tela de conexão ao servidor VNC do OpenSolaris domU, conectar outra vez (Vide figura VNC) e clicar no botão Reboot...

Para ampliar, clique sobre a figura.
... E aqui está a resposta no console após o reboot.


root@oranje:~# pico /home/xvm/solaris/0906/osol09.cfg

Para ampliar, clique sobre a figura.
Acima temos o arquivo de configuração do domU OpenSolaris pós-instalação. Atenção ao detalhe de onde foi empregado o ID do zpool do /ROOT/opensolaris obtido anteriormente. No parâmetro bootpath, /xpvd/xdf@0:a é o disco e o ponto de montagem do zpool rpool onde está instalado o sistema.

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Finalmente, a nossa vm em execução.

Prosseguiremos com mais postagens sobre tuning e troubleshooting em Linux e Unix.


Tudo, até aqui.

Saudações a todos.


Referências.:

Jens Neuhalfen - Installing OpenSolaris 2008.11 RC2 domU in a Linux (RedHat/Centos) dom0
Debian Wiki - DHCP_Server
Ubuntu Forums - Xen on a laptop, network issues.
Linux and More - OpenSolaris 2009.06 Paravirtualized domU on Xen 3.1.2 on LVM