Sobre o autor.

Cristiano Alves é Consultor em Linux, Analista de TI (Infraestrutura), Administrador de Redes, e Instrutor de treinamentos em Linux, com experiência em Linux como suporte, ministrando treinamentos, implantação e auditoria em data center desde 1997. Trabalhou, em 2005, na Season Consultoria e Treinamentos em Informática, onde era como monitor, ministrou, em 2006, treinamentos no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - São José dos Campos, SP). Entre 2007 e 2008 participou como voluntário de obra cristã social denominada Escola Cristã, onde realizou uma inclusão digital com a filosofia do software livre. Até junho de 2015 atuou como Analista de Infraestrutura no UOL, junto ao time de Engenharia de Data center.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

LVM - Gerenciamento

Na postagem anterior abordamos sobre a criação de uma partição LVM, a criação de um volume físico, de um grupo de volumes lógicos, assim como a criação de alguns volumes lógicos dentro da partição LVM.
Foram utilizadas ferramentas como o cfdisk, o fdisk, e demais comandos relacionados diretamente com esta implementação.

Assim já tendo implementada a solução, vamos gerencia-la, de forma a fazer a mesma utilizável pelo sistema operacional. Mas antes colocarei aqui uma observação importante sobre a interface do cfdisk:

Para ampliar, clique sobre a figura.

Notamos na figura acima que a partição Linux LVM, depois de ter sido criada sobre ela o volume físico e o grupo de volumes lógicos, ela passou realmente a ser membro de um gerenciador de volumes lógicos (LVM2_member).


Pois bem, vamos agora fazer mais algumas alterações na tabela de particionamento acima.
Como foi criado um pequeno volume lógico, qual eu o nomeei como "swap", usaremos ele conforme tal atribuição.
A primeira coisa a ser feita é eliminar a partição swap da tabela acima, sendo necessário desativar antes o espaço de troca (partição swap) do sistema, conforme mostra a figura abaixo:

Para ampliar, clique sobre a figura.
Assim, usando o comando swapoff desativamos a partição swap existente. Caso tenha esquecido o número da partição, basta obter uma listagem rápida das partições e dos volumes existentes através do comando -parâmetro fdisk -l, como foi feito acima.
Agora sim, podemos apagar a partição swap, de forma que a tabela de particionamento do cfdisk mostrará um espaço livre no lugar dela:

Para ampliar, clique sobre a figura.

Feito isto, basta salvar as alterações na tabela de particionamento, e sair do cfdisk.

Agora vamos reconfigurar o nosso espaço de troca. Mas como isto será possível sem a partição swap?
Utilizaremos o volume lógico swap.

Para ampliar, clique sobre a figura.

Acima, foi configurado o espaço de troca, seguindo os seguintes passos.

  1. Configurei o volume lógico "swap", como sendo o novo espaço de troca com o comando mkswap;
  2. Ativei o espaço de troca configurado com o comando swapon.
Obs.: ¹ Na primeira tentativa de configurar o espaço de troca, o sistema retornou a mensagem:
mkswap: /dev/vg00/swap: warning: don't erase bootbits sectors
        on whole disk. Use -f to force.

Desta forma, pode usar já direto o comando com o parâmetro -f, para forçar, como feito posteriormente; ² Não esquecer de modificar a linha referente ao espaço de troca (swap) em /etc/fstab, conforme mostra a figura abaixo:

A entrada da partição apagada (/dev/sda7) foi substituída pela referente ao volume lógico (/dev/vg00/swap). Para ampliar, clique sobre a figura.


Mas, e o que fazer com aquele espaço livre onde localizava-se a partição swap, será inutilizado? Lembram-se daquela situação em que eu tentei criar o volume lógico "vms", com 20 Gb, depois com 19 Gb, mas só foi aceito ser criado com 18 Gb? Voltemos ao cfdisk.

Para ampliar, clique sobre a figura.

Foi criada uma nova partição Linux, substituindo a partição swap.

Para ampliar, clique sobre a figura.

Conforme a figura acima, foi feito o seguinte:
  1. Foi criado um novo volume físico;
  2. Estendemos o grupo de volumes existente vg00, incluindo-se a partição /dev/sda7, com o comando vgextend.
 Obs.: Após ter criado a nova partição no lugar da swap, através do cfdisk, embora ela tenha sido configurada simplesmente como tipo "Linux", ela volta a ser swap, assim, no momento da criação do volume físico sobre ela, o sistema retorna a mensagem:

WARNING: swap signature detected on /dev/sda7.

... E pergunta se quer apaga-la: Wipe it? [y/n]

Assim, basta teclar y, e em seguida Enter. A partição swap será "destruída"...

Para ampliar, clique sobre a figura.

... passando a ser também um membro de um gerenciador de volumes lógicos (LVM2_member), conforme mostra a figura acima.

Para ampliar, clique sobre a figura.


E vemos na figura acima que isto possibilitou criar outra vez o volume lógico "vms", com com 20,6 Gb, após ter apagado o que tinha 18 Gb com o comando lvremove.
Obs.: ¹ Na tentativa de tentar criar o volume especificando o tamanho em Gb (com o parâmetro -L), o sistema retorna a mesma mensagem de antes...

Volume group "vg00" has insufficient free space (4903 extents): 5120 required.

... falando sobre a insuficiência de extensões para a criação do mesmo. Desta forma, ao passar a quantidade de extensões requeridas (com o parâmetro -l), o volume é criado com o tamanho de 20,6 Gb, conforme comprovado na figura abaixo:

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E antes de reinicializar para checar o funcionamento de tudo ...

Para ampliar, clique sobre a figura.
  1. Foi formatado o volume lógico sob o sistema de arquivos reiserfs, com o comando mkfs.reiserfs;
  2. Foi criado o ponto de montagem /lvs/vms para o volume;
  3. Foi adicionada ao /etc/fstab a entrada para que o volume lógico seja montado em tempo de inicialização do sistema.


 Reinicializado o sistema, para finalizar:

  1. Foi verificado o volume lógico devidamente montado (mount);
  2. Foi verificado que o tamanho do volume lógico montado ficou exatamente em 20 Gb (df -h);
  3. O volume lógico swap também funcionando propriamente (free -m).

Na próxima postagem continuarei sobre gerenciamento da LVM, incluindo permissões de usuário e grupos sobre volumes lógicos.


Tudo, até aqui.

Saudações.


Referências:

LVM durante a instalação do Slackware 12.0 por Herbert Alexander Faleiros.
LVM no Linux por Hugo Cisneiros.

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