Sobre o autor.

Cristiano Alves é Consultor em Linux, Analista de TI (Infraestrutura), Administrador de Redes, e Instrutor de treinamentos em Linux, com experiência em Linux como suporte, ministrando treinamentos, implantação e auditoria em data center desde 1997. Trabalhou, em 2005, na Season Consultoria e Treinamentos em Informática, onde era como monitor, ministrou, em 2006, treinamentos no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - São José dos Campos, SP). Entre 2007 e 2008 participou como voluntário de obra cristã social denominada Escola Cristã, onde realizou uma inclusão digital com a filosofia do software livre. Até junho de 2015 atuou como Analista de Infraestrutura no UOL, junto ao time de Engenharia de Data center.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Instalação do FreeBSD

Na postagem anterior abordamos sobre a configuração da vm para receber o sistema operacional, no nosso caso, o FreeBSD.

O FreeBSD é um sistema operacional avançado compatível com as arquiteturas x86, amd64, ARM, IA-64, PowerPC, PC-98 and UltraSPARC®. Trata-se de um sistema derivado do BSD, a versão do Unix desenvolvida pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e que continua sendo desenvolvido e mantido por numerosa parcela de pessoas ao redor do mundo.

O FreeBSD é ideal para servidores de internet ou intranet. Ele fornece serviços de uma rede robusta sob as cargas mais pesadas e usa a memória eficientemente para manter um bom tempo de resposta para milhares de processos de usuários simultâneos.

Começando a instalar...

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Após carregado o CD de instalação como vemos acima (no nosso caso, a própria imagem iso), aparecará a tela abaixo...

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Na tela mostrada na figura acima, apenas digitar 1 e esperar o carregamento da próxima tela...

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Conforme vemos na figura acima, a instalação solicita escolhermos o país. Usa-se seta para baixo ou para cima para escolher a opção desejada, e pressionar Enter para prosseguir...

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A instalação agora solicita escolhermos layout do teclado (Keymap). Usa-se seta para baixo ou para cima para escolher o layout do teclado usado, e pressionar Enter para prosseguir...

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Após algumas configurações preliminares, chegamos a instalação propriamente dita. Para usuários iniciantes, o ideal é escolher a opção Standard, pressionar tecla TAB até que o botão Select torne-se habilitado (na cor azul) e pressionar Enter...

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Aparecerá, em seguida, a mensagem acima, avisando que na próxima tela, será necessário configurar o esquema de particionamento no estilo DOS para o HD usado, e ao pressionar-mos outra vez Enter, seremos levados ao aplicativo de particionamento, conforme mostra a figura abaixo...

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Nota-se, conforme a figura acima, que a tela do Fdisk do FreeBSD é dividida em três sessões:

  • Informações do disco - Mostra o nome do disco atribuido pelo FreeBSD (ad0), a geometria do disco (cilindros, cebaças, setores), o tamanho total em setores e em megabytes;
  • Fatias presentes no disco - Mostra a quantidade de fatias (slices) presentes no disco, o setor inicial e o setor final de cada uma delas, o seu tamanho em setores, o nome atribuído pelo FreeBSD, a sua descrição e sub-tipo;
  • Menu de comandos - Mostra os comandos disponíveis no Fdisk.


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Vamos na figura acima que foi criado um slice com o tamanho total do disco, usando o comando A, para que todo o disco seja usado (Use Entire Disk). Dentre as fatias presentes no disco, notamos que a fatia criada para a instalação do FreeBSD tem as seguintes características:

  • Setor inicial (Offset) - 63
  • Tamanho (Em setores) - 41942817
  • Setor final (End) - 41942879
  • Nome da fatia - ad0s1
  • Descrição - freebsd
  • Sub-tipo (Partition ID) - 168
É possível uma fatia ser montada, por exemplo, como /home?
A resposta é não. Entende-se, no FreeBSD, que fatias são como se fossem grupos de volumes lógicos e as suas partições são como os volumes. Claro que o funcionamento não é igual, servindo isto apenas como uma referência para a compreensão da alocação do disco para instalação do FreeBSD.

Após criar a fatia, basta ir na tecla Q (Finish) para passar para a tela seguinte:

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Na figura acima mostra a configuração do gerenciador de boot (dual boot), como não temos aqui outros sistemas operacionais instalados, escolhemos a opção Standard, e pressionamos Enter.


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Assim, é exibida esta mensagem, avisando sobre a necessidade da criação das partições BSD. Basta pressionar Enter...


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... E nos será exibida a tela do "Disklabel Editor", que é o editor de partições do FreeBSD, também é dividido em três sessões:

Informações da fatia - Mostra o nome do disco atribuído pelo FreeBSD (ad0), o nome atribuído à fatia criada (ad0s1), e o epaço livre da fatia expresso em blocos e em megabytes;
Partições presentes em cada fatia - Mostra a quantidade de partições presentes na fatia criada;
Menu de comandos - Mostra os comandos disponíveis no Disklabel Editor.

Assim, com a fatia ad0s1 selecionada, conforme mostra a figura acima, pressionamos a tecla C (Create)...


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... E exibira uma pequena tela com um campo onde deve ser digitado o tamanho da partição, qual pode ser expresso em blocos, em Gb (G), em Mb (M). Eu escolhi o temanho 9999M, expresso em megabytes.
Feito isto, pressionar Enter.


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E será exibida outra tela onde deve ser escolhido se a partição será alocada como sistema de arquivos, ou área de troca (swap). Bem, pelo tamanho certamente será usada como sistema de arquivos (FS)... Enter...


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... e será justamente a petição raiz ( / ). Enter.


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E ai está a partição raiz criada dentro da fatia (slice). Deste forma, usando os mesmos procedimentos, podem ser criadas as outras partições como /usr, /home, /var, etc. Não é recomendável criar uma partição /boot.


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Após ter criado uma partição /home, criaremos agora (tecla C) a nossa partição swap.
Como trata-se do resto do espaço da fatia a ser alocado, pode deixar o tamanho expresso em blocos (no caso 575265), e pressionar Enter.


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Com a seta para baixo, configuramos esta partição como sendo a área de troca (swap)... Enter...


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E esta pronta a nossa tabela de particionamento.
Pressionar, assim, a tela Q (Finish).


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Chegamos agora a mais uma etapa da instalação do sistema, onde escolheremos quais as distribuições queremos instalar. Isto dependerá da aplicação do sistema, assim como do espaço alocado disponível em disco. Havendo espaço suficiente em disco, e para usuários ainda não muito familiarizados com o FreeBSD, o ideal é escolher todas as distribuições (All), conforme mostra a figura acima, e em seguida pressionar Enter.


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Depois é exibido um dialogo que pergunta se queremos ou não instalar o "Ports Collection".
O que é o "Ports Collection"? É uma forma fácil e conveniente de instalar softwares de terceiros no FreeBSD, onde é automatizado o download, a compilação, e a instalação destes softwares. Funciona como o apt-get, o yum, o slackpkg, dentre outros similares em distribuições Linux.
Aqui foi escolhido que sim (Yes). Pressionar Enter...


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Ao retornar a tela anterior, é verificado que todas as distribuições estão marcadas para serem instaladas.


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Seta para cima até que seja selecionada a opção para sair do menu (Exit), tecla TAB, para deixar o botão OK sombreado, e pressionar Enter para prosseguir...


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Ao certificar que o meio de instalação, no caso, CD/DVD (iso), tecla TAB, para deixar o botão OK sombreado, e pressionar Enter para mais uma vez prosseguir...


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Depois é exibido um dialogo que pergunta se o usuário está certo ou não de prosseguir com a instalação do sistema, avisando do perigo de haver perda de dados caso o não haja feito um prévio backup.
Sim (Yes). Pressionar Enter...


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E o sysinstall prossegue com a instalação...


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Até que é exibida a mensagem dizendo que o FreeBSD está instalado em nosso sistema, passando para mais uma etapa, que são as configurações pós-instalação.


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 Nas figuras acima o sysinstall faz perguntas referentes a configuração de rede. Ele pergunta se o usuário deseja configurar algum dispositivo de rede, depois pergunta se quer testar o o protocolo IP na versão 6 (IPv6), e em seguida, se quer configurar a interface com IP fixo, ou com IP dinâmico (DHCP). Neste caso, as configurações foram deixadas conforme está nas figuras.

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 Como a interface foi configurara para receber um IP dinâmico, será exibida a tela acima, bastando preencher apenas os campos Host e Domain.
Para confirmar a configuração, use a tecla TAB até que o botão OK esteja sombreado em azul, conforme mostrado na figura, e em seguida Enter;

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Para ampliar, clique sobre a figura. (2)

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Ao sair da tela de configuração da interface de rede, o sysinstall fará mais algumas perguntas sobre alguns serviços de rede. É perguntado, respectivamente:
  1. Se a maquina será usada como um gateway para fazer o forwarding de pacotes entre outras máquinas na rede, ou se ele será apenas um node, dentro de um cluster, por exemplo;
  2. Se será configurado o inetd, e os serviços de rede que o sistema fornece;
  3. Se será disponibilizado o login via SSH na máquina;
  4. Se terá acessos FTP anônimos para a máquina;
  5. Se será configurado um servidor NFS;
  6. Se a máquina será configurada como um cliente NFS.
As configurações foram deixadas também conforme mostram as figuras acima.
É possível revisar e refazer todas as configurações, quais estamos vendo aqui, após a instalação usando sysinstall e selecionando Configure.


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Nas duas figuras acima, é perguntado respectivamente, se serão configuradas as opções do console do sistema (terminal), e se será configurado o fuso horário da máquina, sendo isto configurado também conforme mostram as figuras...
 
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Dentro das configurações do fuso horário, são exibidas as figuras acima, onde primeiramente é perguntado se a máquina está configurada para UTC, de forma que a maioria dos sistemas Unix usam UTC. (Lembrando que assim foi feito nas configurações da vm). Depois são solicitadas as configurações relacionadas a região. No caso aqui foi configurada para ser usada na América (Norte e Sul), no Brazil, regiões Sul e Sudeste, e ao final é perguntado se a configuração da abreviação "BRST"está correta. Basta confirmar (Yes);
Depois é perguntado se o sistema tem algum tipo de mouse como PS/2, serial, ou bus. Deixado como mostra a figura.


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Os pacotes são binários pré-compilados, sendo a maneira mais conveniente de instalar software no FreeBSD. Assim, é perguntado se quer fazer uma navegação dentre os pacotes disponíveis, e escolher alguns para já serem instalados. Escolhendo sim, será exibida uma próxima tela mostrando os pacotes disponíveis, subdivididos em categorias, podendo também instalar todos os pacotes disponíveis. Escolhendo para instalar todos os pacotes (All), basta usar a tecla TAB até deixar o botão Install sombreado em azul, e teclar Enter.
Aqui no caso foi exibida uma mensagem dizendo não haver pacotes para serem extraidos. Enter...


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Quase no final de terminar as configurações pós instalação, inicia-se a etapa em que o sysinstall entra nas configurações relativas a usuários e grupos, onde começa perguntando se quer adicionar alguma conta inicial de usuário, alertando sobre o perigo em acessar o sistema como root após instalado, seguindo assim os demais passos:
  1. Adicionar um grupo ao sistema;
  2. É adicionado o grupo "vmusers", com o GID 1001 (Figuras 8 e 9);
  3. Adicionar o usuário "gast" ao sistema como membro do grupo vmusers, pressionar TAB para alternar entre os campos na tela, e até que o botão Ok fique sombreado em azul (Figuras 10 e 11);
  4. Após configurado o grupo e o usuário, seta ara cima para sair (Exit), e pressionar Enter (Figura 12);
  5. É exibido um aviso, solicitando que seja escolhida uma senha para o administrador do sistema (root)(Figura 13);
  6. Digitada, e confirmada a senha root (Figura 14).

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 Finalmente, é perguntado se quer rever o menu de configurações gerais para verificar se houve alguma opção de configuração perdida...

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... Ao dar a resposta negativa (No) para rever as configuração, será exibida novamente a tela acima. Basta teclar TAB até que o botão "Exit install" fique sombreado em azul, e pressionar Enter.

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É perguntado se está certo de querer sair. Yes.

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O sysinstall avisa de estar certo de não haver mais alguma mídia inserida no drive...

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Ao dar Enter, o sysinstall reinicializa o sistema, e pronto. Ai está o nosso FreeBSD 8.2 instalado.
Nota-se que alguns serviços pre-configurados estão inicializando corretamente, como o sshd, e também que a interface de rede já muda de nomenclatura em relação ao Linux, sendo chamada em0.

Haverão mais abordagens aqui sobre o FreeBSD, quais não serão feitas por agora, por não ser o foco deste blog no momento.
As próximas sessões de postagens serão sobre o Xen Hypervisor, a sua instalação e configuração no Slackware Linux, assim como a instalação do sistema operacional da Oracle©, o Solaris, na sua mais nova versão, usando a paravirtualizado em Xen, e abordando as diferenças em relação ao Slackware Linux em suas configurações e operações mais comuns.


Tudo, até aqui.

Saudações a todos.



Referencias:

FreeBSD Handbook - The FreeBSD Documentation Project.

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